A assinalar a passagem de Jean Moulin por Lisboa, em 1941, o Colégio Moderno acolheu Cécile e Gilbert Benoit, familiares do resistente anti-nazi, para uma conversa com os alunos do curso de Línguas e Humanidades do Ensino Secundário.

A conferência decorreu à margem da Quinzena Jean Moulin, que celebrou a vida deste político marcante para gerações de apaixonados pela História do Séc. XX. Impulsionado pelo Coletivo Jean Moulin, composto por Manuela Rêgo, João Paulo Cotrim, João Soares, José Manuel Saraiva e Jorge Silva, o ciclo contou com uma exposição na Galeria Abysmo, o lançamento do livro Jean Moulin: A Sombra não Apaga a Cor, de João Paulo Cotrim e Tiago Albuquerque, e diversas outras atividades, como a inauguração de uma placa comemorativa do herói francês no Miradouro de São Pedro de Alcântara.

Nascido em 1899, em Béziers, Jean Moulin foi nomeado prefeito de Aveyron em 1937, tornando-se no mais jovem de sempre a exercer o cargo. Em 1940, na sequência da pressão nazi para assinar um documento atentatório da honra das tropas francesas, foi destituído do cargo pelo governo colaboracionista de Vichy. Sob as ordens de Charles de Gaulle, Jean Moulin tornou-se num dos grandes líderes da resistência francesa à ocupação e foi nessa função que passou por Lisboa entre setembro e outubro de 1941, onde escreveu um importante relatório sobre o estado da resistência. Capturado pelos nazis em solo francês, foi torturado pelo “carniceiro de Lyon” Klaus Barbie, chefe da Gestapo naquela cidade, e morreu a caminho de Berlim, em 1943.